Resenha #36 – Sobre Bad Boys & Flores (Liz Spencer)

Sobre Bad Boys & Flores

Título: Sobre Bad Boys & Flores
Páginas: 693
Ano: 2018
Editora: Amazon
Autor: Liz Spencer

Sinopse:

Quando um trágico acidente leva embora a melhor amiga de Roslyn Brooks, ela se vê dividida entre o terrível dilema de permanecer atada ao peso da culpa e da dor, ou finalmente deixar o seu passado ir. Aos olhos dos que o cercam, Evan Prescott tem tudo: dinheiro, beleza e um futuro brilhante. Mas o que ninguém pode sequer imaginar é que as cicatrizes por trás da fachada de garoto perfeito são tão profundas quanto a cova em que foram empurradas as lembranças dolorosas do seu passado. Evan e Rose são completamente o oposto um do outro, mas quando os caminhos desses dois jovens se cruzam, e uma inexplicável ligação entre ambos é criada, eles finalmente percebem que possuem muito mais em comum do que imaginavam. Sobre Bad Boys & Flores é um romance sobre o valor da amizade e a descoberta do primeiro amor. Trata também da importância dos pequenos gestos e sentimentos verdadeiros e, principalmente, sobre dar uma segunda chance a si mesmo.

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Resenha

Rosylin Brooks é uma menina de dezessete anos, mas, devido a morte de sua melhor amiga Brianna, ela acaba se encontrando em uma fase de solidão, culpa e luto. Por isso, não quer mais saber de se importar com coisas pequenas e fúteis como ir à festas e se embebedar. Entretanto, em uma noite qualquer, Rose decide que, talvez, valha a pena sair um pouco de casa para espairecer com sua colega Tate. Só que não é bem isso que acontece. Ao se envolver em uma confusão no evento, a garota termina a noite tendo que ser salva de um afogamento. Para sua sorte, Evan Prescott, filho do deputado Felton Prescott, se torna seu herói.

A loucura é o resultado do aprisionamento da alma. Liberte-a e se sinta. Transborde-a e se ame. Quem não ama, enlouquece. Quem não transborda, sufoca.

O rapaz é alguns anos mais velho que Rose e está na Faculdade de Dartmouth. Para seu pai exigente, o menino tem de ser alguém que ele não é. Para corresponder às expectativas do deputado, Evan precisa ser o garoto prodígio do basquete, não podendo, de jeito nenhum, seguir seu verdadeiro sonho: ser um artista. Além disso, ele guarda muitos segredos e, mesmo sendo muito novo, tem de lidar com situações difíceis e inimagináveis. Uma delas é ter que cuidar de sua mãe que, por causa de um trauma, acabou se tornando dependente da bebida.

A dor na solidão nem sempre é caracterizada pela ausência de companhia externa. Quando se está afastado de si mesmo, a tortura é muito mais pungente e silenciosa.

A partir desse encontro inesperado, Rose e Evan, se aproximam e se tornam grandes amigos. Contudo, antes de se entregarem para a amizade, eles prometem se ajudar. Rosylin, por trabalhar na biblioteca, tem acesso à lista que contem o cadastro de todos os visitantes. Tentando descobrir onde uma pessoa especial mora, Prescott pede uma força a menina para realizar essa descoberta. Por outro lado, em troca do favor, Evan diz que fará com que Rose volte a ser quem ela era antes do acidente que levou sua melhor amiga embora. Essa promessa mútua faz com que os dois personagens encontrem, juntos, uma forma de superar o passado.

Mas estar respirando não significa que você está vivendo, embora.

Opinião

Lembro que vi um IG Literário comentando muito bem sobre esse livro nacional e fiquei muito curiosa pra conhecer a história. Mas, principalmente, para descobrir qual o sentido por trás do título da obra. Confesso que me intrigou bastante e, ao conhecer melhor sobre Rose e Evan, acabei matando minha curiosidade. Achei genial a explicação que a autora nos deu para o significado metafórica de “flores”. Outro ponto muito importante para o livro ter me cativado bastante foi a escrita da Liz Spencer, que merece muitos elogios.

Apesar de ter gostado muito da história, tive que tirar meia estrela da minha avaliação por causa de alguns diálogos. Comentei até com a Liz o que observei e que me incomodou, como usar muitas palavras de transição em falas dos personagens. Acho que torna um pouco forçado colocar alguém dizendo “no entanto”, por exemplo. Porém, fora isso, não tenho mais do que reclamar. Achei legal demais o enredo e me prendeu, do jeito que eu gosto. Indico essa leitura brasileira!

Avaliação

Avaliação: 4.5 de 5.

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Escrito por

Contadora, tem 23 anos e é carioca da gema. Tem o Sol em Leão, mas seu jeito sentimental vem da Lua em Peixes. Gosta de todos os gêneros possíveis – menos terror – e se considera uma bookaholic raíz. Grifinória de natureza, não dispensa uma ousadia de vez em quando. Ainda que tenha mais facilidade e, de certa forma, prefira os números às palavras, ama escrever. Ninguém resiste a um bom romance, não é mesmo?

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