Resenha #35 – Metanoia (Cora Menestrelli)

Metanoia

Título: Metanoia
Páginas: 528
Ano: 2021
Editora: Amazon / Independente
Autora: Cora Menestrelli

Sinopse:

Quando o melhor jogador de futebol do mundo deixa de jogar, muita coisa é perdida no processo. Incluindo a si mesmo. Três anos depois de uma tragédia que o arrancou de seu sonho de infância no auge de seu sucesso, William desistiu de tudo. Deixou de medir o peso de suas ações e, dessa forma, as consequências delas. Foi um choque, e não apenas para ele. Ninguém se prepara para virar um fracassado. Agora, ele precisa lidar com tais consequências dos erros do seu presente e passado. Uma delas, na forma de uma garota que o odeia mais do que qualquer coisa, e está disposta a fazer de tudo para mantê-lo longe de tudo e todos que ela ama. Mesmo que ele seja o seu treinador.

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Resenha

Daniel William Xavier era jogador de futebol profissional e chegou a ser considerado um dos melhores do mundo, antes que sua carreira terminasse por conta de um acidente. A tragédia o tirou dos gramados, enquanto atleta, ainda muito novo, o que o fez se revoltar e encontrar na bebida um refúgio para seus problemas e dores. Além do que, sem se importar com os demais, Daniel se tornou um pegador nato, que não liga para as consequências de seus atos. Isto é, homens e mulheres chegam e saem de seu caminho com uma rotatividade tamanha.

– Gosto da sua sinceridade.

– Não gosto de nada em você.

Mariana Dias, filha de Marcos, um antigo treinador de Daniel, é goleira de um time feminino sem muitos recursos, comparado a outros clubes. E isso não é uma realidade só de seu time, acontece com a maioria de outras equipes femininas espalhadas pelo país. Por razões até então desconhecidas, a jogadora simplesmente odeia o craque. Não é um “não gostar”, não; é ódio puro. Para Mari, o que ele fez no passado não tem sequer chance de perdão.

Acho que você é a primeira pessoa que viu todos os meus lados e ainda ficou.

Contrariando todas as suas vontades, William acaba aceitando uma oportunidade de voltar à atividade. No entanto, diferentemente de outros tempos, quando se destacava entre os titulares, o garoto, agora, ficará no comando do time que Mariana é goleira. Como previsto, a relação entre eles não será tranquila. Com isso, o que resta à dupla é ter que saber lidar, todos os dias, com a presença um do outro no mesmo ambiente de trabalho: os campos de futebol.

É quando um acontecimento aparece na sua vida e o faz despertar, provocando uma mudança interior. Sempre para o melhor. Metanoia.

Mesmo com os percalços da convivência, os dois começam a aceitar que não há possibilidade de mudar o fato; nem o presente nem o passado. Até que certo dia, entretanto, o mundo dos dois sai dos trilhos e eles se veem em uma situação inesperada. Por mais que queiram nadar contra a maré, suas trajetórias foram cruzadas. Sendo assim, eles têm que apenas arranjar um jeito de tornar tudo mais fácil, ainda que para isso precisem lidar com a fama de Daniel e mentir para os outros e para si mesmos.

Opinião

Confesso que foi menos do que eu estava esperando, ainda mais pelo hype no bookstagram e no booktwitter. Alguns pontos me incomodaram bastante. A narração da história ser em terceira pessoa nem foi o maior problema. Porém, ao utilizar referências como “o mais velho”, o “mais alto”, e tudo mais, me tirou do sério. Achei muito chato e difícil de compreender algumas coisa, o que acabou fazendo com que eu me perdesse na narrativa. Outro ponto que não gostei, sem dúvidas, foi a quebra das ações. Os capítulos começavam e terminavam do nada. Além disso, o tempo se passava muito depressa. Você está lendo e, de repente, QUATRO meses se passaram – detalhe: isso no meio do capítulo.

Do meio para o final, a leitura ficou um pouco estagnada. De fato, o livro poderia ter sido finalizado em menos páginas. Apesar de ser sobre o esporte, teve pouco futebol de (poucas foram as cenas de jogo mesmo, só tinham alguns treinos, mas que eram apenas corridas; para um livro que o foco é o esporte, achei o desenvolvimento dentro de campo fraco). O que GOSTEI, por fim, foram os diálogos, que são MUITO bons (incríveis mesmo) e a abordagem da sexualidade (amei os personagens serem inclusivos – o Dan ser pansexual e a Mari ser bi). Sobre isso, inclusive, só achei que a bissexualidade da Mari foi pouco desenvolvida, na verdade. Você só pesca essa informação por conta de algumas poucas interações entre ela e uma colega de equipe.

Avaliação

Avaliação: 3.5 de 5.

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Jogando com o Acaso

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Escrito por

É nascida e criada no Rio de Janeiro, tem 24 anos e é formada em Jornalismo. Atualmente, trabalha como redatora de conteúdo e revisora de textos. Ama os animais, música, mídias sociais e escrita.

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