Resenha #28 – A Garota No Trem (Paula Hawkins)

A Garota No Trem

Título: A Garota No Trem
Páginas: 378
Ano: 2015
Editora: Record
Autora: Paula Hawkins

Sinopse:

Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. 

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Resenha

Rachel não consegue sair do profundo abismo em que se meteu. Ela tinha a vida perfeita ao lado de seu marido, Tom, há dois anos. Porém, ao se entregar ao vício pela bebida depois de descobrir sua infertilidade, a mulher acaba perdendo o seu companheiro para outra pessoa. O casal se divorcia depois de alguns anos casados, e Rachel se vê tendo que arrumar um outro lugar para morar. Para piorar, há pouco tempo, ela foi demitida por justa causa.  

Nunca entendi como as pessoas podem negligenciar com tanta frieza os danos que causam ao seguir o que manda o coração.

Apesar de não ter mais um emprego, Rachel continua pegando o trem das 8h04, em Ashbury, com destino à Londres, todo santo dia. O mesmo acontece no horário da volta do “trabalho”, às 17h56. Sem saber como contar para Cathy, sua companheira de apartamento, que não está mais trabalhando, a garota acha uma boa ideia fingir que sua rotina continua a mesma, que nada mudou.  

Mas acabei me tornando uma pessoa triste, e a tristeza cansa depois de um tempo, tanto para quem está triste como para todo mundo em volta.

De tanto fazer o mesmo trajeto, Rachel se acostuma a observar pela janela o que acontece no lado de fora do transporte público.  Além disso, ao ver as casas localizadas perto do caminho da ferrovia, ela começa a criar histórias em sua cabeça. Tenta adivinhar os nomes dos moradores, o que eles fazem, como se relacionam, e finge que os conhece muito bem. Entretanto, em uma das milhares de vezes em que pega o trem, parada no sinal vermelho de sempre, acaba presenciando uma cena que considera um tanto quanto estranha. 

De vazio, eu entendo. Começo a achar que não há nada a se fazer para preenchê-lo. Foi o que percebi com as sessões de terapia: os buracos na sua vida são permanentes. É preciso crescer ao redor deles, como raízes de árvore ao redor do concreto; você se molda a partir das lacunas.

No dia seguinte, Megan, a mulher que Rachel chamava de Jess, é considerada desaparecida. Desesperada por respostas, Rachel acredita que a cena do dia anterior pode ser uma pista para o desenrolar dessa história. Para embolar ainda mais suas dúvidas e suspeitas, ela não se lembra de nada do que aconteceu na noite de sábado. Contudo, sua amnésia alcoólica é a chave para desvendar esse mistério e descobrir o que realmente ocorreu com ela e, claro, com Megan. 

Opinião

Não li muitos livros de suspense até o momento, mas os que eu li, gostei bastante. E A Garota No Trem foi um desses. A obra de Paula Hawkins te prende do início ao fim. Os sentimentos dos personagens são descritos com uma intensidade absurda. Você se pega abismado com a forma como a autora consegue narrar tão bem as emoções. E isso foi um ponto fundamental para que a história se tornasse tão boa. O enredo é bem construído e instigante. 

Eu poderia ter dado nota máxima, do tanto que eu amei o livro, mas o início me deixou um pouco confusa. Fora que, ao decorrer das páginas, algumas cenas se passavam em sonho da personagem principal ou aconteciam no passado, só que não é possível distinguir tão facilmente o fluxo temporal. Isso fez com que eu ficasse meio perdida, então minha avaliação foi influenciada por esse ponto. Além disso, eu achei o final previsível. Porém, foi incrível da mesma forma! 

Avaliação

Avaliação: 4.5 de 5.

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Escrito por

Contadora, tem 23 anos e é carioca da gema. Tem o Sol em Leão, mas seu jeito sentimental vem da Lua em Peixes. Gosta de todos os gêneros possíveis – menos terror – e se considera uma bookaholic raíz. Grifinória de natureza, não dispensa uma ousadia de vez em quando. Ainda que tenha mais facilidade e, de certa forma, prefira os números às palavras, ama escrever. Ninguém resiste a um bom romance, não é mesmo?

2 comentários em “Resenha #28 – A Garota No Trem (Paula Hawkins)

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