Resenha #24 – Krystallo (Raphael Fraemam)

Krystallo

Título: Krystallo: Jornadas para Além das Fronteiras
Páginas: 401
Ano: 2018
Editora: Amazon KDP
Autora: Raphael Fraemam

Sinopse:

As duas maiores potências de Emperon travam uma guerra secular para garantir o controle dos cristais de energia. Foi por causa de um atentado em Econ que Tomé Stalmer começou a suspeitar da verdade que o governo apregoava. E é no dia de seu aniversário que Gray Frost é forçada a deixar Opus, o seu lar. As jornadas para além das fronteiras narram uma história de piratas e soldados de elite, inteligência e mistério, confiança e tragédia. Cada um luta para sobreviver ao mesmo tempo em que busca compreender os segredos por trás dos acontecimentos que mudaram o curso da História.

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Resenha

Em um futuro distópico, Econ e Opus são dois países que ficam no continente Emperon. A guerra entre as duas nações já perdura por mais de um século e, aparentemente, está longe do fim. Embora haja essa rivalidade perceptível, anteriormente, eles acabaram se aliando para acabar com Crátia, outro país do continente. A busca de Econ e Opus é para deter o poder dos cristais amarelos, nomeados de Krystallo, que são fontes de energia ilimitadas. Afinal, a energia é o poder. É o que é capaz de sustentar os Estados e amenizar o que acontece “por trás dos panos”. Porque, sim, tem muita coisa que as pessoas nem sonham que está ocorrendo.

E, afinal, quando uma mentira é repetida mil vezes, acaba se tornando verdade, não é mesmo?

Além da guerra, os governos dos países são autoritários, ou seja, controlam tudo e todos. E não há nenhuma melhora à vista, já que, a cada dia, eles se tornam mais fortes e os indivíduos mais contidos. Inclusive, isso acontece com Tomé Stalmer, um jovem que vive no país Econ com sua mãe e seu irmão, Ricardo. Ele vive normalmente, estudando em casa através de vídeo aulas e se preparando para, um dia, ser alguém. Ou seja, é um privilégio que muitos nem sonham em ter. Em um dia tranquilo, dentro do que se pode esperar, ele acaba se deparando com uma situação estranha, que o manda para outro continente: Parsagena. No entanto, pouco se fala sobre esse lugar para os cidadãos, muito por conta do governo não achar “adequado” dar mais informações sobre. Isto é, tudo é novidade para Tomé.

Para ganhar uma partida, às vezes nem temos que movimentar todas as nossas peças, mas também pode acontecer de esquecermos alguma que poderia ser útil pelo simples fato de não possuirmos o costume de usá-la.

Enquanto é narrado a “vida nova” do garoto neste local, por outro lado, se analisa também o dia a dia de Gray Frost, outra adolescente, só que moradora de Opus, o país que vive em pé de guerra com Econ. Gray, contudo, é muito estudiosa e deseja chegar à faculdade. Para isso, precisa se dedicar muito, justamente para não depender de ninguém além do que ela mesma. Entretanto, tudo muda quando ela é surpreendida no dia do seu aniversário de 16 anos: ela sofre um sequestro. Quando acorda, se vê cercada por outros jovens que sofreram exatamente o mesmo que ela. Eles estão em um navio, sem saber o rumo que tomará. Porém, ela não aceita que tudo fique como está, sem mais nem menos. Portanto, quando surge uma oportunidade, percebe que é hora de lutar.

Bons livros só dependem de uma coisa: boas histórias.

Ao longo da história, é possível perceber que os governos de Opus e Econ deixam algumas informações bem escondidas mesmo, uma vez que eles não querem que os moradores saibam do que se trata, de verdade, a guerra, e o porquê ela não ter chegado ao fim até hoje. Pois, de certa forma, eles têm aquele pensamento de que o quanto mais as pessoas sabem, mais elas questionarão as atitudes de terceiros. As aventuras tanto de Gray quanto de Tomé, com suas respectivas vidas, os levam a lugares inimagináveis, fazendo com que eles comecem a descobrir alguns segredos, bem como organizações um tanto quanto secretas também.

Opinião

Eu nunca havia lido um livro de fantasia escrito por um autor brasileiro, mas posso dizer que sofri uma grata surpresa. Não esperava que fosse gostar tanto de Krystallo, porém, aconteceu. A escrita de Raphael é envolvente, você quer sempre saber mais e mais. Todo o ambiente criado foi primordial para que pudesse me sentir inserida na história e participar das aventuras junto com os personagens. As críticas feitas aos governos também foram muito bem elaboradas – e necessárias, vale ressaltar. Ainda mais para o momento em que vivemos, né?

Eu amei cada detalhe do livro, achei interessantíssimo toda a ligação entre os protagonistas ao decorrer da história. Tem bastante ação, o que eu, particularmente, sou apaixonada. Li-o em poucos dias, já que fiquei bem encantada com a história por completo – ainda que alguns pontos tenham me feito tirar meia estrela na avaliação. Por exemplo, acho que faltou um pouco uma maior descrição dos personagens. Não consegui visualizá-los na minha mente, porque as características deles foram faladas poucas vezes. A questão dos capítulos intercalados sobre Tomé e Gray me fez ficar um pouco confusa também, me senti um pouco perdida quando parava a leitura e depois retornava.

Avaliação

Avaliação: 4.5 de 5.

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Jogando com o Acaso

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Escrito por

É nascida e criada no Rio de Janeiro, tem 24 anos e é formada em Jornalismo. Atualmente, trabalha como redatora de conteúdo e revisora de textos. Ama os animais, música, mídias sociais e escrita.

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