Resenha #15 – Trilogia ‘Sobre Nós’ (Fernanda Freitas)

Antes que ela diga não

Título: Antes que ela diga não (Sobre Nós #1)
Páginas: 258
Ano: 2020
Editora: Amazon (Independente)
Autor: Fernanda Freitas

Sinopse:

Sarcástica, tímida e desconfiada, Sophie Harley está no seu primeiro ano de faculdade. Depois de alguns eventos traumáticos que viveu, tudo o que ela quer é esquecer o passado e focar no futuro. Ah, e homens estão totalmente fora de questão. Ela não confia em nenhum deles. A garota está decidida a passar despercebida pelo sexo oposto, mas basta que Derek Mackenzie — o capitão gostoso do time de basquete da universidade — coloque os olhos nela para que decida que Sophie é seu próximo alvo. Derek adora um desafio, e tem um bom tempo desde que ele realmente precisou correr atrás de uma mulher.
Determinado a ficar com ela, Derek precisa mostrar a Sophie que é um cara decente por trás da reputação de mulherengo, antes que ela diga não para ele de uma vez por todas.

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Resenha

Sophie Harley tem 18 anos e é estudante da Duke University, em Durham, Carolina do Norte (EUA). Seu primeiro ano de graduação em Direito promete bastante agitação. Isto é, quando ela encontra um jogador de basquete universitário no seu ambiente de trabalho, sua vida dá um giro de 360 graus. O garoto, ainda que tenha levado um toco da mocinha no primeiro momento, não desiste de conquistar a atenção da atendente do Tina’s. Por sua vez, no entanto, Sophie se mostra irredutível.

Os limites estão aí para serem quebrados. É preciso viver de verdade porque a vida é fugaz.

Ela não se sente confortável em ficar sozinha com homens e, em diversas vezes, os rejeita por conta do medo. Por causa de um passado nebuloso com um garoto chamado Owen, que tentou estuprá-la, ela evita os caras e não consegue interagir com eles o tanto quanto gostaria, uma vez que tem um bloqueio emocional por trás de toda a armadura. Ela está tentando seguir em frente, mas parece que o fantasma está longe de deixá-la em paz.

Só temos o hoje, Sophie. O amanhã só existe se acordarmos para vivê-lo.

Derek Mackenzie, contudo, não é aquele cara que desiste fácil. Ele tem 21 anos e também estuda na Duke. Porém, diferentemente de Sophie, que mora na república da universidade com mais algumas amigas – Eretria Kinsley e Savannah Radcliff -, o jogador divide um apartamento com mais outros seis caras, todos do time de basquete. Com o estereótipo formado, Derek é aquele cara que adora um desafio e, por conta da fama de garanhão, não aceita que a mocinha o rejeite. Por isso, ele tentará, a todo custo, mostrar que não é como os outros e merece, sim, uma chance, antes que ela diga não.

Acho que quando a sua sobrevivência está em jogo, você faz coisas que nunca acreditava ser capaz.

Com o passar dos dias e da convivência, eles acabam se aproximando, ainda que, de fato, não tenha rolado nada mais do que meia dúzia de palavras trocadas. Derek tenta quebrar essa barreira que Sophie tem, sem ao menos saber do seu trauma. Entretanto, com a volta de Owen, Sophie vai precisar lutar ainda mais para superar e se entregar de uma vez por todas para o amor.

Opinião

Eu gostei bastante do livro, ele conseguiu me tirar de uma quase ressaca literária de romances. É muito parecido com os livros de Off Campus, o que me levou a apreciar a leitura. Os diálogos são muito bons, as farpas são interessantíssimas e tudo mais. Ia dar cinco estrelas, por conseguir me fisgar e eu terminar em um dia, apenas. Mas, fica de ressalva que algumas coisas me incomodaram e, por isso, tirei meia estrela.

Ainda que se parecer com Off Campus seja um bom motivo, é um tanto quanto negativo também, já que parece uma cópia, só que com algumas mudanças. E, bom, o trauma da Sophie existe e precisa ser abordado, mas achei que se “resolveu” muito rápido. Ninguém supera isso de uma hora para outra sem ajuda de um profissional especializado. Além disso, o plot foi meio sem graça, na minha opinião. Portanto, essas problemáticas me fizeram tirar alguns pontinhos. Nada que atrapalhe a leitura fluida e a escrita muito boa da autora.

Avaliação

Avaliação: 4.5 de 5.

Antes que ela desista

Título: Antes que ela desista (Sobre Nós #2)
Páginas: 300
Ano: 2020
Editora: Amazon (Independente)
Autor: Fernanda Freitas

Sinopse:

Todo mundo diz que os opostos se atraem, mas será que os semelhantes também? Eretria Kinsley está no primeiro ano da faculdade, e embora não seja mais nenhuma criança, seu irmão mais velho, Kyle, não sai do pé dela. O garoto invocou o Bro Code e mandou que todos os seus amigos e companheiros de time ficassem bem longe dela. Eretria virou território proibido, mas não para Christopher Nash — Ala-Armador do time de basquete e colega de república de Kyle. Nash quis Eretria desde o momento em que ela botou os pés na casa dele pela primeira vez. E quando a chance perfeita aparece, nenhum dos dois consegue resistir. Em uma história cheia de orgulho e medo, Nash precisa decidir se vai deixar o seu passado ditar sua vida ou se vai atrás de Eretria antes que ela desista dele de uma vez por todas.

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Resenha

Eretria Kinsley estuda na Duke University e preza pelo bem estar dos animais. Ou seja, é uma pessoa que luta pelos direitos dos bichinhos e, por isso, escolheu seguir a área de Direito Ambiental. Logo, ela é vegana e até participa de projetos que têm como objetivo essa causa. Além disso, é irmã de um dos jogadores de basquete da universidade, o Ryle. Ele e mais outros amigos, também do time, moram juntos em um apartamento perto do campus.

O problema de fazer algo que você não deveria fazer é que acobertar uma mentira é sempre uma dor de cabeça.

Portanto, ao visitar o irmão em sua casa, Eretria acaba esbarrando em Nash, como é conhecido. Seu nome, na verdade, é Cristopher Nash, mas ele é chamado apenas pelo segundo nome. Ele, por sua vez, é o mais mulherengo de todos. Por onde passa, arrasa os corações das mulheres. Durante os anos que está na faculdade, ele já perdeu as contas de quantas garotas passaram por sua cama. O verdadeiro garanhão, podemos dizer. Mas, como todo homem desse tipo, uma pessoa, em específico, será capaz de abalar suas estruturas.

As pessoas não se apaixonam. As pessoas buscam no outro o que não encontram em si mesmas, e quando encontram o que procuram, justificam a escolha dizendo que é amor. Porra nenhuma. É conveniência.

Tria é aquela mulher decidida. Ela não se intimida e faz o que tem vontade, sem ligar, na maioria das vezes, para as consequências. Isso, no entanto, é motivo para Ryle e seus pais estarem sempre de olho na mocinha. Seu passado é conturbado, muito por conta das decisões amorosas que tomou. Se entregar de vez, aos olhos dos outros, pode ser mais um problema que, no momento, ela não merece passar. Não depois do que surgiu em seu caminho, há uns anos.

Mas até as pessoas fortes quebram quando são magoadas demais.

É inegável, porém, a química entre Eretria e Nash. Contudo, o romance entre os dois tem tudo para dar errado, já que o irmão super protetor, através do Bro Code, estabeleceu que NENHUM dos amigos poderia dar em cima ou se relacionar com a sua irmã. Mas, quem disse que Ryle tem alguma voz nessa questão? Muito pelo contrário. Ao se sentir “vigiada”, Eretria faz o que bem entende. Por outro lado, Nash não cairá de quatro pela garota, não tão rápido assim, já que as relações familiares do menino também são um tipo de fantasma que o impedem de, enfim, se entregar 100% a um relacionamento.

Opinião

Achei o início melhor do que o primeiro livro, o “Antes que ela diga não”. Os personagens são ótimos, eu amei a Eretria, real! Mas, em certos momentos, mais pela metade do livro, achei a leitura um pouco parada… Fiquei na esperança de haver mais plots, sei lá, mas não foi isso que aconteceu, de fato. A revelação do passado de Tria foi bem “páh”, ainda que já esperava algo do tipo. Sobre o Nash, não tenho uma opinião inteira formada, pois suas atitudes me incomodaram muitas vezes.

Por fim, posso dizer que dei altas risadas com os protagonistas. Porém, volto a ressaltar que, da metade para frente, acho que ficou um pouco repetitivo e a leitura meio estagnada. O alto astral dos personagens e as cenas de conquista ficaram para trás, praticamente. E eu queria muito que a interação entre os protagonistas continuasse a mesma até o fim do livro. Por conta disso, também tirei meia estrela. Todavia, fica aqui que, entre o primeiro e esse, ele é muito melhor e mais engraçado!

Avaliação

Avaliação: 4.5 de 5.

Antes que ela decida

Título: Antes que ela decida (Sobre Nós #3)
Páginas: 270
Ano: 2020
Editora: Amazon (Independente)
Autor: Fernanda Freitas

Sinopse:

Savannah Radcliff resistiu até onde pôde, mas o charme e fofura de Zach Bradley — conhecido popularmente como Babyface — acabaram ganhando seu coração. Agora, eles estão finalmente namorando e tudo está perfeito… Até um acontecimento inesperado mudar completamente a vida dos dois. O passado de ambos vira um problema, principalmente quando um amigo de infância de Savannah aparece do nada e bagunça a cabeça dela. Antes que ela decida em quem confiar, Savannah precisa ter certeza de que o passado ainda é como ela se lembra; e Zach precisa encarar o seu maior medo nos olhos e decidir se o seu desejo de ser feliz é maior do que os demônios que carrega.

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Resenha

Savannah Radcliff é também universitária na Duke, porém, diferente das outras protagonistas da série, Sophie e Eretria, ela é estudante de Música. Seu sonho, com isso, é ser cantora. Atualmente, ela compõe bastante e até faz algumas apresentações para um público pequeno, no bar Holme’s. Sua vida dá uma guinada, quando, por sua vez, ela conhece Zach Bradley, o famoso Babyface. Raramente as pessoas o chamam pelo nome, uma vez que o apelido é sua marca registrada.

Nenhuma decisão na sua vida pode ser baseada no medo, Savannah. O medo não se importa com mais nada além dele mesmo, e certas decisões não podem ser modificadas. Então, se certifique que, independentemente do que você escolher, escolherá porque é o que você quer, e não porque você está com medo.

Zach é um gentleman, tanto no modo de agir quanto na aparência. Muito por conta disso, ele ganhou o apelido de Babyface, já que, durante uma relação sexual com uma das meninas do campus, a parceira disse que ele tinha “cara de bebê”. A partir daí, pegou, e ele é, assim, popularmente conhecido. Embora tenha esse ar de cavalheiro e seja todo fofo, Zach tem seus problemas familiares. Inclusive, lida com o sentimento da perda e da culpa. Seus pais são, praticamente, ausentes e nem um pouco “bons”. Da família, a única que salva é sua irmã, Kait. Porém, eles têm pouco contato, visto que moram longe um do outro.

E palavras não valem de nada sem gestos, mas gestos valem muito, mesmo sem palavras.

Enquanto Sav é rica e tem o suporte dos pais, Zach não sabe o que é ser amado e precisa estar provando, quase sempre, de que é capaz de conseguir o que quer. Porém, o relacionamento dos dois, que estava indo a mil maravilhas, é abalado com o surgimento de um pequeno empecilho: Savannah está grávida. Vendo sua vida e, consequentemente, suas prioridades mudarem, chegou a hora de sentarem e conversarem sobre o futuro dela e da criança, que não foi planejada. Mas quem disse que vai ser fácil? Envolve muito mais coisa do que aparenta, afinal.

Afinal de contas, nada dura para sempre. Tudo que chega à nossa vida é por um motivo, assim como tudo que vai. A dor passa, assim como a alegria também. A vida é feita de momentos e cabe a nós aproveitá-los da melhor forma possível antes de eles irem embora.

Por ter tido uma criação nada adequada, Zach tem seus motivos para não querer entrar de cabeça nessa relação, que, agora, terá mais um integrante. Suas atitudes, então, são baseadas no afastamento. Babyface, portanto, deixa de ser aquele menino fofo e passa a ser uma pessoa comedida, que foge dos assuntos e não quer nem pensar em como será no papel de pai. Já Savannah, por ter toda uma base familiar, que a apoia e incentiva, agora, precisa decidir o que quer para o futuro, tanto profissionalmente quanto amorosamente. Vale a pena insistir em algo que está fadado a dar errado? Ou o amor é muito maior que isso tudo?

Opinião

No final do segundo livro, temos o spoiler de que, sim, Savannah está grávida. Eu, normalmente, não curto muito esse plot de gravidez. Acho bem chato, para falar a verdade. Por isso, já sabia, desde o começo, que seria o livro da trilogia que menos encheria meus olhos – exatamente como aconteceu em A Conquista, de Off Campus; foi o que menos gostei. Logo, dito e feito. Realmente, não funcionou tanto para mim. Gostei? Gostei. Li rápido? Li rápido. Mas, sempre parecia que estava faltando algo a mais. Assim, a nota foi 4,0.

Não me apeguei aos personagens, longe disso. Achei que tudo poderia ter sido resolvido com conversas. O Babyface, inclusive, me irritou bastante, já que ele fugia dos problemas. Isso mesmo. Ele simplesmente não conversava, o que foi me tirando do sério, uma vez que era bem simples, na verdade, sentar e conversar. Porém, entendo que era necessário tudo isso para criar o enredo da história. Além disso, achei bem raso o sentimento do Zach em relação à família (não posso falar muito, porque será spoiler) e a aparição de Cameron, o amigo da Savannah, assim como o que ele era.

Avaliação

Avaliação: 4 de 5.

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Jogando com o Acaso

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Escrito por

É nascida e criada no Rio de Janeiro, tem 24 anos e é formada em Jornalismo. Atualmente, trabalha como redatora de conteúdo e revisora de textos. Ama os animais, música, mídias sociais e escrita.

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