Resenha #06 – A Mulher na Janela (A. J. Finn)

A Mulher Na Janela

Título: A Mulher na Janela
Páginas: 352
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Autor: A. J. Finn

Sinopse:

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e… espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. “A Mulher Na Janela” é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

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Resenha

Anna Fox é uma psicóloga que trabalha, exclusivamente, com crianças. Ao seu lado, tinha o marido e a filha, que eram seus porto-seguros, vamos assim dizer. No entanto, após a separação entre Anna e o esposo, ela passou a viver solitária na mesma casa onde moravam juntos. A partir disso, a protagonista foi diagnosticada com agorafobia, que é um transtorno mental que faz o paciente ter medo de ficar sozinho em lugares abertos e/ou públicos. Ou seja, ela vive reclusa em seu mundo, por temer, de fato, o desconhecido.

Às vezes tenho a impressão de que estou afundando no meu próprio cérebro.

Com a companhia de filmes antigos e bebidas alcoólicas, Anna vai levando a vida à sua maneira. Ela também participa de um fórum na internet, chamado Ágora, que visa ajudar pessoas que sofrem com diversos tipos de problemas. Atuando, portanto, como uma conselheira, ao dar suporte e auxiliar seus pacientes a seguirem em frente e conviverem com suas questões. Ainda assim, é difícil para ela lidar com os seus próprios fantasmas. Nesse sentido, então, Anna passa a espionar os vizinhos. Ela acha, na espionagem, um hobby, além daquele de assistir longas antigos e interagir com eles.

Você pode ouvir as confidências de uma pessoa, os medos dela, as carências, mas não se esqueça de uma coisa: tudo isso existe em meio aos medos e segredos de outras pessoas, as que dividem o mesmo teto com ela.

Ao longo da história, é possível sentir os duelos sentimentais que Anna tem. Ela quer se livrar daquilo, daquele medo paralisante, mas simplesmente não consegue. Sua vida solitária não tem expectativa de mudança, mesmo tendo, vez ou outra, consultas com um psiquiatra. Contudo, para ela, é complicado se livrar da condição. Ela não deixa de beber e, muitas vezes, faz o que bem quer com as medicações psiquiátricas. Por conta disso, a Dra. Fox não consegue distinguir o que é real e o que é imaginação, embora esteja, de certa forma, lúcida em muitos dos casos.

Não é paranoia se está realmente acontecendo.

Essa situação de não conseguir medir o que acontece faz com que Anna Fox seja vista como uma louca, que tem suas paranoias. Quando os Russells, os novos moradores da região, se mudam para a casa em que a Dra. tem uma ampla visão, tudo desanda realmente. Seus medos e fraquezas são reforçados, mais ainda, quando ela “vê” sua vizinha ser assassinada. A psicóloga, desse jeito, tenta convencer as pessoas do que assistiu, do que ela jura ter presenciado. Mas é quase loucura, para os outros, acreditarem no que a “descontrolada” fala.

Opinião

Esse livro estava na minha lista de leitura há séculos, mas só consegui lê-lo por agora. E posso dizer que foi mais do que eu havia esperado. O início dele foi um pouco lento, eu achei. Sei que, primeiramente, precisávamos de uma ambientação e explicações sobre a vida de Anna e seu problema com a agorafobia. Mas, pensando nas coisas interessantes que me pegou e me fez não querer largá-lo foram: as mensagens no Ágora (eu amei real!), as conversas com o psiquiatra, o xadrez e a relação que Anna tem com ele, e como a Dra. Fox não deu o braço a torcer, mesmo quando era chamada de paranoica.

Como a frase já diz tudo, “não é paranoia se está realmente acontecendo”. E Anna realmente levou a sério isso. O que ela achava, ela foi a fundo e tentou a todo custo mostrar o que sabia e o que tinha visto. Eu sequer imaginei como se desdobraria a história, mesmo. Em momento algum passou pela minha cabeça. Porém, amei o plot twist e, vendo agora, não teria como fazer melhor do isso, pois foi surpreendente. É um suspense com muito mistério e aborda assuntos muito importantes, como as doenças crônicas/transtornos. Eu gostei muito do livro e recomendo!

Avaliação

Avaliação: 5 de 5.

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Jogando com o Acaso

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Escrito por

É nascida e criada no Rio de Janeiro, tem 24 anos e é formada em Jornalismo. Atualmente, trabalha como redatora de conteúdo e revisora de textos. Ama os animais, música, mídias sociais e escrita.

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